EXOESQUELETOS DE MEMBROS INFERIORES E AS DIFICULDADES DE SUA UTILIZAÇÃO NA LINHA DE MONTAGEM AUTOMOTIVA: A VISÃO DA ERGONOMIA

Autores

  • Almir Paribello Departamento de Meio Ambiente, Saúde e Segurança Hyundai Motor Brasil, Piracicaba, Brasil
  • Ana Carolina Parise Diniz
  • Douglas Rodrigo Sérgio
  • Edgard de Oliveira Neto
  • Lucas Alves de Andrade Volpe
  • Luiz Marcelo Marcondes Coelho de Oliveira
  • Vilson Paulo Tauffer
  • Reinaldo Rodrigues de Oliveira
  • Thiago Alves Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.17648/rea.v14i1-2

Palavras-chave:

indústria 4.0; exoesqueleto; ergonomia.

Resumo

Introdução: Inserido na indústria 4.0, o exoesqueleto é uma estrutura eletromecânica ou mecânica que combina a forma e as funções do corpo humano, trabalhando em paralelo com ele. Segundo Chen et al. (2016), os exoesqueletos podem ser classificados de acordo com os segmentos do corpo humano suportados pela estrutura. Os autores classificam como exoesqueletos de membros superiores, membros inferiores, corpo inteiro e exoesqueletos específicos de suporte articular. O presente artigo foca a utilização dos exoesqueletos de membros inferiores, que segundo Chen et al. (2016), podem eliminar cargas em trabalhos manuais, diminuir a probabilidade de lesões e melhorar a eficiência no trabalho. Objetivos: Os exoesqueletos de membros inferiores permitem o repouso de coluna e a alternância postural desses segmentos corporais, contudo poucos testes são realizados no ambiente de trabalho para levantar as dificuldades de adaptação. Desta forma o objetivo deste estudo foi de apresentar os testes realizados e levantar as dificuldades de sua utilização pelos operadores da linha de montagem da empresa Hyundai Motor Brasil. Método: O estudo de caso foi dividido em três etapas: a primeira foi pesquisa de fornecedores, seleção do tipo de produto e seleção do tamanho dos exoesqueletos. A escolha do exoesqueleto de membros inferiores foi devido à observação de processos que possibilitavam a alternância de posturas em pé e sentada. A segunda etapa foi estudar e entender as características do produto para que pudesse ser implementado na linha e iniciar a terceira etapa, os testes com os exoesqueletos. Resultados: Após a utilização, os funcionários foram entrevistados e levantaram as principais dificuldades, as quais foram separas em duas classificações: quanto ao uso do exoesqueleto e quanto à adaptação dele nos postos de trabalho. Conclusão: Apesar de existirem estudos que apresentam os benefícios na utilização dos exoesqueletos na reabilitação, a adaptação do seu uso nos processos produtivos na linha de montagem automobilística não é simples, pois as características intrínsecas da produção devem ser consideradas e influenciam na implementação dos dispositivos. Conclui-se que são necessários testes em ambientes de trabalho com os exoesqueletos para que as dificuldades de adaptação sejam levantadas, para uma posterior implementação definitiva dos dispositivos, de modo que a satisfação dos trabalhadores seja positiva e aumente o conforto.

Publicado

2020-08-05